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sábado, 24 de setembro de 2011

Benditos Pôneis! Se analisado pelo lado positivo. E a parte ruim?

Bom dia!

Como este assunto que virou febre nacional passou despercebido aqui no Blog, acredito que mesmo que todos já tenham ouvido falar BASTANTE dos "Pôneis Malditos", vale um post por aqui também.


Começou com um comercial de TV onde os telespectadores não tinham muita noção do que se tratava, porém, um comercial marcante, do tipo "chiclete", entendem né?
Enfim, era o comercial da montadora de automóveis Nissan, mais especificadamente a caminhoneta Frontier. A propaganda focava em uma caminhoneta qualquer da concorrência, onde ao invés de cavalos (unidade de medida de força dos motores de carros em geral) apareciam pôneis coloridos, chamados de malditos porque o proprietário do automóvel em questão, se encontrava em situação difícil por não contar com os cavalos de força necessários em sua caminhoneta.
Até aí nada de mais, mas como já comentei acima, a propaganda era marcante, tipo as músicas do cantor Latino, por exemplo, que de boas não tem nada, mas ficam horas em nossas cabeças quando as escutamos, sem querer é claro. Opinião.



Bom, a tal campanha de marketing da montadora, ganharia diversos prêmios Brasil a fora. Dois troféus Galos de Ouro nas categoria Cine/TV e Mídia Digital do Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Destaque na pesquisa Lembranças de Marcas na Propaganda de TV, da Datafolha. E classificada entre as marcas preferidas e mais lembradas em Julho.

Mas e a repercussão causada pela internet, onde está o YouTube, o Twitter, nesta análise? É exatamente este ponto de vista que quero abordar. O vídeo do comercial na TV teve mais de 12 milhões de visualizações no YouTube, além de ter sido considerado o "Trending Topic do Ano", sendo o vídeo com maior repercussão na internet e Twitter brasileiros.
Ótimo, não? Por enquanto sim. Até agora estamos apenas provando a força que a internet está mostrando quando o assunto é repercussão e impacto entre os consumidores. O mundo é virtual hoje em dia. Por que não explorá-lo da melhor maneira? Pergunta já respondida a algum tempo por profissionais de marketing que estão sempre em busca de qualificação e aperfeiçoamento.

Agora mudando um pouco de ponto de vista, deixando um pouco de lado a parte "boa" da internet para as organizações, quero comentar casos como o da Brastemp e da Arezzo, por exemplo, que tiveram suas marcas vistas de maneira completamente negativa, em função da velocidade e amplitude que as informações têm, com o advento da internet e também das comentadíssimas redes sociais.

No caso da Brastemp, um consumidor insatisfeito postou um vídeo no YouTube, reclamando e apontando os defeitos encontrados no produto comprado. Além disso, usou o próprio slogan da marca contra ela. A Brastemp, em suas campanhas publicitárias, sempre se referiu a seus concorrentes como: Não é uma Brastemp! Então, o que o consumidor falou no vídeo foi: Ok, realmente não é uma Brastemp! O vídeo "bombou", e rapidinho chegou aos Trending Topics do Twitter brasileiro. Resultado: totalmente negativo para a marca.
Tivemos ainda o caso da Arezzo. Famosa marca de sapatos femininos e bolsas, que sem qualquer cuidado anunciou uma nova coleção com peles naturais de animais. Para que, não é? Rapidamente, Ong's e ativistas fizeram o que seus papéis mandam, e espalharam por toda a rede a notícia, direcionando para os efeitos negativos é claro. Mais uma marca nos Trendig Topics do Twitter. Não por bem, e sim por mal.



Ainda cito o caso da Zara, tema de um post especial aqui do Blog (O Diabo veste Zara! Sugestivo, não?) que também teve repercussão muito negativa na rede após denúncia de trabalho escravo.


Não sou um expert em marketing, muito menos em sistemas de informação, como a internet, também não sou especialista em comunicação, mas com tudo o que vem acontecendo através da internet brasileira e Mundial, vale prestar um pouco mais de atenção no que está por vir.
O mundo já não é mais somente real, ele agora também é virtual, digital. Para o bem, ou para o mal. Quem decide?

Fontes:

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Diabo veste Zara! Sugestivo, não?

Boa tarde!


Como não poderia deixar de ser, a semana não iria acabar sem pelo menos eu comentar e deixar minha humilde opinião sobre o caso que o título remete.
Nesta terça-feira, 16, a emissora Bandeirantes exibiu no programa comandado por Rafinha Bastos, A Liga, uma denúncia gravíssima de trabalho escravo. Na verdade, o programa divulgou para toda a sociedade diversos casos, mas um deles, pelo menos na minha opinião, parece ter causado maior impacto social. O caso da Zara.

Chega a ser até difícil de acreditar que uma marca/empresa como a Zara, de primeiro mundo (tem sua sede e proprietário na Espanha) ainda use de tais práticas para maximizar seus lucros. Assim fica fácil, não é?
Estamos atravessando o ano de 2011, isso mesmo, 2011, e ainda aparecem casos como este. Só se fala de sustentabilidade, de responsabilidade social, e em uma terça-feira que parecia terminar normal, como todas as outras, vem o Sr. Rafinha e nos dá um banho de água fria, e que banho.

Imaginem o caso. Bolivianos vem ao Brasil, em busca de uma condição de vida um pouco mais digna, seu país a tempo não tem tais condições, e é isso que encontram? E continuam aqui. Nosso país não dá a assistência necessária nem para nós brasileiros, imaginem para os bolivianos então, mas isso é assunto para um post inteiro. Mas voltamos a falar da Zara. Como uma marca conhecida mundialmente, e que em 2008 (ultimo dado encontrado) beirou os 11 bilhões de dólares de faturamento, atualmente deve estar ainda maior, não tem o mínimo de responsabilidade, e sujeita seus funcionários, mesmo que indiretos, a mão-de-obra escrava? É a antiga luta por quem ganha mais, e mais, e mais. Já falei sobre isso aqui no Blog (Administração X Capitalismo), se chama capitalismo selvagem. Algumas empresas fazem o possível e o impossível para cada vez mais aumentar sua riqueza, sem se preocupar em nada com o próximo, nem mesmo com as pessoas que estão ali gerando a própria receita para a organização, é o caso da Zara, por exemplo.  
Os trabalhadores recebiam cerca de R$ 7.00 por peça produzida, mas detalhe, para dividir entre todos. Ah, recebiam também benefícios. Chega a ser engraçado. Banho somente frio, para sair, somente sob aviso prévio, entre outras barbaridades.

REPUDIO TOTALMENTE A ATITUDE DA ZARA.



Já comentei em outros posts aqui no Blog, sobre a importância do colaborador para uma organização. Os tempos são outros, as práticas mudaram, não se conquista mais nada na base do terrorismo, Hitler já se foi a mais de 65 anos, e aí aparece você Zara? Que vergonha!

Pessoal, eu poderia ficar aqui escrevendo sobre este assunto por mais algumas boas horas, mas não vou. Antes de terminar, quero deixar pra vocês um link de uma matéria do jornal O Globo, de hoje, 19, onde fala um pouco sobre o caso, mas mais importante que isso, fala que as ações da Zara haviam caído cerca de 4% hoje pela manhã na Bolsa de Valores de Madri, devido ao escândalo. Não tenho informações de como terminou o dia nesta Bolsa, mas meu desejo é que a marca tenha se desvalorizado uns 80, quem sabe 90% ao final dos trabalhos.
É importante deixar claro, que a matéria traz a informação de que teriam sido encontradas, em um dos atelieres de trabalho escravo, mais cinco marcas famosas. Como eu queria saber quais eram.


Enfim, triste, mas muito triste mesmo com tudo isso. Espero que a nova geração de administradores nunca utilize destas práticas para levar suas empresas ao sucesso, mas sim coloque em prática tudo que aprendemos na universidade e no nosso dia-a-dia. Se não for assim, melhor seguir no anonimato.


Para terminar, acho que se o Diabo soubesse como são fabricadas as roupas da Zara, talvez nem ele as vestisse.


Segue o link da matéria do jornal O Globo.