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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ética no trabalho. Sem ela, impossível!

Boa tarde! 

Publico a seguir texto assinado por mim, que trata desta pequena palavra, mas que tanto representa em nossas vidas e em nossas carreiras: ética. 


Ética é o nome geralmente dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra "ética" diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano. 

Definido o que é ética, busca-se relacionar isso com o trabalho, com o dia-a-dia organizacional. Sem ética não se faz um profissional, isso fato. A partir do momento em que a relação de trabalho passa a ser totalmente capitalista, onde existe qualquer tipo de desconfiança quanto à ética de um profissional, ou a ética de uma empresa, pode estar abalada uma relação de trabalho que muitas vezes parecia favorável para todos os envolvidos. 

Alguns exemplos podem ser citados, tanto de profissionais que faltaram com ética como de profissionais que demonstraram ter essa característica muito forte em seu perfil. É ainda importante lembrar que a palavra ética, nas organizações, não aparece somente na relação B2B, ou mesmo B2C, mas também nas relações internas, entre colegas, entre líder e liderado, enfim. 

Um comprador de uma empresa, que aceita subornos e “presentes” para que mesmo que o preço de um determinado fornecedor não seja o mais em conta, continue fechando contratos com o mesmo, o que caracteriza? Um representante comercial, que carrega mais de uma empresa em seu portfólio, e favorece uma ou outra em troca de algum favor, o que caracteriza? Um líder de setor, que mesmo sabendo que um de seus liderados pode render mais em outra função, mas não o faz por alguma desavença, desentendimento passado, o que caracteriza? Um colega de escritório, que vê o profissional ao seu lado passando por alguma dificuldade, tem a solução, mas não a compartilha, o que caracteriza? Enfim, são só alguns exemplos onde a falta de ética prejudica o mais importante em qualquer organização: O SUCESSO DO TODO. 

Por outro lado, um almoxarife que detecta que recebeu um pedido errado, com mais produtos do que consta na nota fiscal, mas que rapidamente busca a solução para o problema, o que caracteriza? Um líder de setor, ou mesmo um gestor que aplica feedbacks constantes, a fim de maximizar o trabalho dos colaboradores, proporcionando um melhor bem estar para ambos, o que caracteriza? Um vendedor do varejo, que percebe ter recebido dinheiro a mais de seu cliente, mas que antes mesmo de deixá-lo ir embora já o comunica do acorrido, o que caracteriza? ÉTICA, essa é a palavra. 

Ter ética, ser ético, nada mais é do que ser correto. Uma característica com certeza super valorizada em um mercado onde temos representantes políticos corruptos e que não ajudam em nada com exemplos podres de como administrar seu próprio povo, é, sem dúvidas, SER CORRETO. 


Gente, quanto a promoção divulgada aqui no último post, é só curtir a página oficial do Blog no Facebook facebook.com/AdministracaoContemporanea e continuar ligado, em breve maiores informações.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Resiliência. Resili... o quê?

Boa tarde! 

Publico a seguir texto que desenvolve um pouco sobre este valioso assunto, que por muitas pessoas passa despercebido, ou até mesmo causa indiferença. 


Afinal, o que é resiliência? 
Até mesmo no meio acadêmico algumas pessoas não sabem definir ao certo esta palavra tão importante para a administração. Resiliência é uma competência que todos os líderes deveriam ter, se não como uma competência nata, mas adquirida. Mas essa característica não se limita somente a líderes e gestores, e também não é matéria para duas, três horas de treinamento, muito mais tempo precisa ser dedicado para se adquirir resiliência. Atualmente, qualquer colaborador em uma organização passa por situações onde é muito exigido, onde tem que trabalhar sob pressão, e é aí que aparecem as maiores dificuldades na gestão de pessoas nas empresas: a falta de resiliência dentro de uma equipe de trabalho. 

A resiliência, sob um olhar mais formal, nada mais é do que a capacidade que o indivíduo tem em lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico, sem se estressar, como é comum ouvirmos no dia-a-dia. 

Sabe-se que devido à concorrência que a cada dia aumenta, seja qual for o ramo de mercado, devido à enorme concorrência de profissionais qualificados disponíveis, muitas vezes os ânimos esquentam e fica difícil de manter algumas rotinas dentro das organizações. Resiliência, agora totalmente voltado ao meio empresarial, se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade, quando essa pessoa consegue assimilar o que de fato ocorreu, e aí sim, seguir em frente. 

Rapidamente, exemplificam-se situações distintas, da base para o topo e do topo para a base. 
Da base para o topo: o colaborador frente a uma situação adversa, a uma situação onde está sendo pressionado, precisa levantar a cabeça e encarar aquilo como um desafio, uma oportunidade de crescimento dentro da empresa. Se sair-se bem, sai fortalecido. 
Do topo para a base: o líder ou gestor que se vê em uma situação problemática, precisa agir com muita calma e levar uma palavra sempre a sua frente, razão. Líderes e gestores são as pessoas que tomam decisões nas empresas, e essas decisões precisam ser pensadas para que possam ser acertadas. Quando for uma decisão que se refira a outra pessoa, a algum colaborador, por exemplo, deve-se agir com o maior cuidado possível, porque esse colaborador pode não ter essa rica competência, interpretar mal a situação, e sair desmotivado. 

Ser resiliente não é fácil, mas é necessário. Situações adversas vão acontecer em todas as organizações e todos os dias, cabe a nós, pessoas inseridas nessas realidades, agir da maneira mais correta e sensata na busca pela excelência profissional.


Abaixo compartilho com vocês um vídeo onde a consultora de empresas Cristiane Barreto contribui bastante para o texto lido acima.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que relacionar dos protestos na USP com administração. Na minha opinião?

Boa tarde! 



Já tem alguns dias que penso em escrever um texto sobre o que vinha acontecendo na USP, mas, até por medo de não ser bem interpretado, ainda não tinha tomado coragem. Agora sim, aproveitando para relacionar com o tema principal do Blog, divulgo texto meu que expressa um pouquinho da minha opinião sobre o que aconteceu, e o que isso pode ter a ver com administração. 


Muito se falou durante todos esses dias sobre os protestos que ocorreram na USP em São Paulo. Diversas opiniões, muitas muito bem embasadas, outras nem tanto. Pessoas públicas, outras não. O que se sabe é que foram muitas pessoas a favor e uma outra enormidade contra. 
Enfim, seguirá aqui um pouco da minha opinião e também uma breve relação do que aconteceu (de novo, na minha opinião) com administração. 

Em um primeiro momento, o que a imprensa noticiou é que os protestos aconteceram em função de três estudantes terem sido presos por estarem fumando maconha dentro do campus. Por vários dias a imprensa martelou nesta mesma tecla, e acredito que foi isso que noticiaram até o fim. Bom, sobre maconha não entrarei em méritos neste texto, o que se sabe é que este assunto já é motivo de diversos debates e até mesmo se fala em liberação do uso da maconha. Ponto. 

O que a imprensa não deixou claro, é que este foi apenas o estopim que os estudantes precisavam para protestar contra a presença da Polícia Militar no campus. O que os estudantes queriam não era que os policiais deixassem a universidade, mas sim passassem a agir de maneira diferente, mais correta. Após a morte de um estudante dentro do campus em maio deste ano (o que não comentarei por não ter maiores informações sobre o ocorrido), o atual reitor teria pedido o aumento do efetivo de policiais militares e ainda contratado segurança terceirizada. O atual reitor, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada. Ou seja, se o próprio reitor age de tal maneira, porque os policiais e seguranças terceirizados iriam agir de outra, E ESSE É O PRINCIPAL MOTIVO DOS PROTESTOS, justamente não poder protestar, não poder discutir, não poder confrontar nenhum tipo de decisão do reitor. 

Entendido que apesar de os estudantes terem “estourado” em função da prisão dos três colegas que foram pegos fumando maconha, mas que na verdade o principal motivo dos protestos é a maneira como a PM vem agindo, instruída pelo próprio reitor, impedindo os estudantes de qualquer tipo de protesto contra a atual reitoria e impedindo com isso também que haja o debate, para qualquer que seja o assunto, vamos a relação disso tudo com a administração. 

Rápida relação, mas de grande importância no dia-a-dia das empresas. Conflitos, essa é a palavra. Muitos gestores, gerentes e até líderes parecem querer evitar os conflitos dentro das organizações, mas talvez esse não seja o caminho. SE NÃO HOUVER DEBATE, CONFLITOS E DISCUSSÃO, NÃO HAVERÁ TRANSFORMAÇÃO, E MUITO MENOS EVOLUÇÃO! Sim, isso vale para as empresa também. É possível usar como exemplo os coachings, profissão tão valorizada e bem vista atualmente, que são profissionais que atuam encorajando e/ou motivando os seus comandados, procurando transmitir-lhes capacidades ou técnicas que melhorem as suas competências profissionais ou pessoais, visando a satisfação de objetivos definidos por ambos. Ou seja, se uma profissão tão falada atualmente trabalha justamente para desenvolver a capacidade do próximo e aumentar suas competências, com certeza haverá debate, haverá conflitos, e é a partir destes conflitos que novas ideias surgem, novos caminhos. Frente a problemas habituais que acontecem nas empresas, nada melhor do que varias ideias e opiniões para se ter certeza que está se tomando a decisão correta. 

Conclusão: Se em uma universidade não houver espaço para opiniões distintas, conflitos de ideias e diferentes posições sobre quaisquer que sejam os assuntos, como cobrar dos futuros profissionais que ali estão estudando, que façam isso nas empresas onde atuarão depois de formados? Impossível. O que me chateia são as opiniões infundadas e preconceituosas sobre estes tipos acontecimentos, mas são tantas que passaria mais de um dia aqui escrevendo sobre.


Aproveito para compartilhar com vocês três links de textos sobre os acontecimentos na USP. Quem quiser saber um pouco mais do que não foi noticiado pela imprensa, fique a vontade.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Colaborador Empreendedor. Sim, ele existe!

Boa tarde!

Publico a seguir texto assinado por mim que trata de um assunto bastante atual e importante. Texto que aborda a questão dos empreendedores colaboradores, como podem conferir no título do post.


Que o Brasil, e principalmente o Rio Grande do Sul, é terra de gente empreendedora, não é nenhuma novidade. Agora que este empreendedor pode estar escondido atrás da figura de um colaborador em uma organização, isso sim é novidade. 

Quando se fala em empreendedorismo, ou melhor, em pessoas empreendedoras, normalmente vem à lembrança de uma pessoa que foi atrás de um sonho, iniciou um negócio próprio. Do tio, do amigo, do pai, alguém já lhe falou a expressão “o cara é um baita empreendedor”. Pois sim, esse empreendedor começa a aparecer cada vez mais dentro das empresas, como funcionário. 

Expõem-se os fatos. O que é um profissional empreendedor? É aquele que sente a necessidade de realização: busca constante pelo desenvolvimento de potencialidades e crescimento; Têm sonhos, objetivos, metas de vida; Gosta do que faz, acredita no que faz – paixão; Constante motivação; Comprometimento; Energia: dedicação ao seu objetivo; Ética; Autoconfiança; Flexibilidade; Aprende constantemente a aprender. Entre tantas outras características que poderiam ser lembradas. 
Pergunta: Qual destas características citadas acima não pode se encaixar a um profissional assalariado, ou seja, um colaborador de uma organização? Todas podem. 

Normalmente se tem uma idéia, ultrapassada, de que empreendedor é aquela pessoa que “mete a cara”, que abre seu próprio negócio, tendo sucesso ou não, ele é chamado de empreendedor. Porém, com o passar dos anos, e o mercado exigindo cada vez mais qualificação, os profissionais passaram a se importar mais com o que estão fazendo, o cargo que estão ocupando, e começaram também a de fato tentar se enquadrar na profissão que mais se assemelha com o seu perfil. 

Um profissional que consegue transparecer todas as características mencionadas no seu ambiente de trabalho, provavelmente se tornará um líder dentro da empresa, esse profissional deve ser tratado a preço de ouro, porque ele está tratando um negócio que não é seu, como se fosse. Qual gestor não sonha com isso? 

Por fim, é preciso destacar que este tipo de profissional, até por ter a idéia do desafio como uma característica de trabalho, precisa ser motivado para tanto. O gestor precisa perceber o talento que tem e lhe proporcionar as condições adequadas, para que a organização ganhe, e o profissional também. Empresas como o Google, Facebook, Apple, Microsoft, por exemplo, estão cheias de empreendedores no seu quadro de funcionários, essas empresas dão condições para que esses talentos sigam sempre motivados, sempre em busca de um novo desafio, de uma nova conquista. 

Os colaboradores empreendedores são uma realidade. Cabe as empresas perceberem e trabalharem duro para mantê-los no seu quadro, e mais do que isso mantê-los motivados. Se uma empresa não percebe isso, com certeza outras perceberão, e isso inclusive pode ser uma vantagem competitiva de mercado, ou acham que era Steve Jobs quem criava todas as novidades tecnológicas da Apple? Não. A resposta é não. Jobs tinha por trás de seu enorme talento, uma infinidade de outros talentos que pensavam, e assim continuarão fazendo, por ele. 

É uma questão de percepção, senso comum. Ou o empreendedor fica onde está, ou vai para o concorrente, ou abre seu próprio negócio. Isso é ser empreendedor.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Feira de Iniciação Científica Universidade Feevale

Boa tarde!

É com enorme satisfação que me utilizo aqui do Blog para convidar a todos a participar da Feira de Iniciação Científica da Universidade Feevale. São centenas de artigos dos mais variados assuntos e também minicursos.

Através do link Programação de apresentação de artigos você pode conferir toda a programação das apresentações dos artigos, e obter mais informações sobre os minicursos neste outro aqui Minicursos.



Mas vamos ao que interessa.

Na sexta-feira, 07, apresento o artigo desenvolvido por mim e mais três colegas de curso, no qual abordo a Estratégia de Precificação na Indústria Moveleira, tendo como objeto do estudo de caso a Carlson Indústria de Móveis Ltda.




Então:
Dia - 07/10/2011 (Sexta-feira)
Horário - Das 19:30 as 22:00 (São 15 minutos de apresentação, porém, sem ordem previamente definida)
Local - Universidade Feevale, Campus II, Prédio Vermelho, Sala 409.

Para quem tiver interesse, na "Rua Coberta", também no Campus II da Universidade Feevale, estão expostos todos os banners dos artigos, o Banner referente ao nosso artigo está no espaço 12.24.

Disponibilizo também, para quem não tiver a oportunidade de comparecer, o artigo na internet. Segue Estratégia de Precificação na Indústria Moveleira.


Aproveito para desejar os parabéns a Universidade Feevale pela iniciativa. É assim, e somente assim que se estimula a pesquisa e a busca pelo conhecimento. Espero poder participar da próxima feira no ano que vem, ano de minha despedida da Universidade.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Liderança ou Terrorismo?

Boa tarde!

Publico a seguir texto assinado por mim, que trata do assunto lembrado no título do post. A importância do líder.



Em tempos de terrorismo, faça-se as devidas comparações com o ambiente organizacional. 

É assim que se inicia esse texto onde na verdade, a comparação acima não cabe, sendo que ataques terroristas de grupos extremistas são uma realidade, enquanto o terrorismo nas empresas não. Ou pelo menos não deveria ser. O que interessa é: O que a introdução deste texto tem a ver com liderança? A liderança, tão falada liderança, presente na maioria dos currículos que por aí circulam, mas não tão presentes assim no dia-a-dia das organizações. 

Pode até parecer um assunto recente, mas não é. Quando se começa a levar a “questão” ser humano mais a sério nas organizações, ou seja, quando se passa a observar as organizações não só pelas teorias estruturalista (de Etzioni e Thompson) e da burocracia (de Weber e Merton), mas também pela teoria das relações humanas (de Lewin e Follett), se começa a perceber a importância das pessoas para que o processo aconteça da maneira esperada. 

Se o processo depende de pessoas, essas pessoas precisam receber o tratamento que merecem. Alguém precisa comandar, e aí de fato aparece a figura do LÍDER. 

Liderança, ou liderar, nada mais é do que a habilidade de levar pessoas a alcançar resultados acima do que elas conseguiriam sozinhas, é saber lidar com as diferenças individuais, é saber praticar a “arte do possível”, é saber ouvir querendo compreender. 
Um bom líder precisa, necessariamente, apresentar algumas características básicas, como: ética, gostar de trabalhar em equipe, equilíbrio emocional, senso de justiça, resiliência, boa comunicação, atitude positiva, entre outras tantas. 
Em resumo, o que todas as características citadas levam a crer, é que este líder, o ideal, conseguirá extrair de seus liderados o que de melhor eles podem oferecer, porém, nem sempre são essas características que são observadas nas pessoas que deveriam assumir o papel de líder nas empresas. O termo terrorismo, usado até aqui no texto, vem de fazer terror, pressionar, ameaçar, exigir além do possível. Sim, em 2011 ainda se tem casos de “líderes” que tentam usar deste tipo de métodos para alcançar seus objetivos nas empresas, objetivos esses, muitas vezes pessoais. 

Um gerente de vendas, por exemplo, que exigi cumprimento de metas de seus vendedores (liderados), errado? Não. Exigir o cumprimento de metas não é errado, o que pode ser errado é a maneira como isso é feito. Um líder, muitas vezes, consegue atingir seus objetivos através das pessoas, pelo seu próprio carisma, por suas atitudes. Por exemplo, esse gerente de vendas pode dizer: - Precisamos atingir as metas do mês porque vai fazer a diferença para minha trajetória na empresa. Pode ser atendido, perfeitamente. Assim como pode dizer: - Precisamos atingir as metas do mês por que a empresa necessita disso, o mês passado foi de vendas baixas, por isso o faça neste mês. Com esta segunda abordagem, o líder pode não ser atendido, explico, este liderado absorveu o que o líder queria pelo reconhecimento que tem por ele, e não pela organização como um todo. No final das contas, as metas foram atingidas, o que era o importante. 

É preciso lembrar que a algum tempo atrás, quando o numero de profissionais disponíveis no mercado era maior, os casos te terrorismo nas empresas eram mais constantes, porém, com a exigência de profissionais qualificados, as empresas começaram a agir de maneira diferente. Se os colaboradores atuais são os ideais, e o mercado não oferece essa força de trabalho qualificada, passou-se a valorizar melhor o que se tem em casa. 

Líderes normalmente são talentos, talentos geram talentos. Esse é o modelo ideal. Terrorismo? Nas organizações não cola mais. Infelizmente pelo mundo a fora ainda sim.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dia do Contador! Dia Mundial Sem Carro!


Boa tarde!


Gostaria de iniciar este post reforçando o que já está escrito no título acima. Hoje, 22 de Setembro, é o Dia do Contador e também o Dia Mundial Sem Carro.


A todos os Contadores, desejo um dia iluminado, e ressalto sua relevante e indispensável contribuição a sociedade em um contexto organizacional, seja no setor público como no privado.
É preciso destacar também a importância de se ter pelo menos um dia no ano dedicado a estes profissionais. Profissionais estes que tanto prezam pela transparência, ética e competência, buscando sempre qualificação para atender as necessidades atuais de mercado.
Em especial, gostaria de mandar um forte abraço para José Carlos Schalemberger e Fernanda Bassani.



Quanto ao Dia Mundial Sem Carro, aproveito para fazer um breve comentário sobre a medida tomada pelo Governo Federal, que aumenta em 30% o IPI dos carros importados ao Brasil, vindos de países não pertencentes ao Mercosul.
Compartilho com vocês no final do post, link de uma matéria que saiu no site de notícias do UOL, onde constam maiores informações.
Minha opinião sobre o assunto é a seguinte: É lógico que as indústrias Asiáticas, como as novas JAC Motors, Chery, ou mesmo outras já mais conhecidas como a Hyundai e a Kia, conseguirão aplicar preços muito menores do que as indústrias que possuem plantas aqui no Brasil, por exemplo. Nos países Asiáticos, a mão-de-obra é muito mais barata, cargas tributárias não interferem tanto, entre outras características que acabam puxando os preços para baixo.
Ganham com a medida as indústrias com sedes no Brasil, como a GM, a Fiat e a Volkswagen, por exemplo, que já estavam em pânico vendo o crescimento contínuo nas vendas dos concorrentes de "olhos puxados", enquanto seus faturamentos cada vez diminuíam mais. Ou seja, as indústrias que não contam com plantas no Mercosul, com certeza vão ter alguma baixa nas vendas, vai depender da habilidade dos seus "marketeiros" em fazer com que tal medida não seja tão impactante assim.
Enfim, o mercado de automóveis precisa constantemente ser observado mais de perto, até porque convenhamos, a relação desta notícia que acabo de comentar com o Dia Mundial Sem Carro não é nada boa, não é? Não além de todas as consequências negativas ao meio ambiente, ainda vivemos em caos nas grandes cidades devido ao número excessivo de veículos circulando. Vale lembrar também, o que deve estar fresquinho nas cabeças de todos vocês, que nossas vias urbanas já não apresentam condições mínimas de tráfego.



Vale a reflexão.
Um dia sem carro não irá resolver todos os problemas, não há dúvidas, mas não custa entrar nessa.


Segue o link da notícia: Governo aumenta IPI dos carros importados e atinge marcas chinesas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Os efeitos da motivação inversa. Sempre negativos por sinal!

Boa tarde!

Primeiramente, gostaria de esclarecer que em função do feriado de ontem, 20 de Setembro, em comemoração a Revolução Farroupilha, o texto das terças-ferias, excepcionalmente, está sendo publicado hoje.
Aproveito também para dizer que em função de estar bastante atarefado com questões da Universidade, as últimas semanas não estão sendo muito movimentadas por aqui. Mas enfim, pelo menos os textos semanais estou conseguindo manter em dia.
Segue então o texto dessa semana, de acordo com o título acima.


MOTIVAÇÃO É TUDO! 

Como manter os colaboradores de uma organização sempre motivados? Pergunta clássica e importantíssima dentro das empresas. Algumas respostas podem ser listadas para a pergunta, porém, o que não pode ser esquecido, é que manter os profissionais sempre motivados não é uma responsabilidade somente do RH (até porque algumas empresas pequenas nem dispõe deste departamento), mas sim dos gestores e líderes de setor. 

Motivação, do Latim moveres, mover, denomina em psicologia e em outras ciências humanas a condição que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. É o impulso interno que leva à ação. Assim a principal questão da psicologia da motivação é "por que o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz?". 


Atualmente se fala muito que a relação entre colegas em uma empresa tem que ser muito mais de cooperação do que de “cada um faz a sua”, ou seja, lógico que a maioria das organizações ainda apresenta características burocratas, onde é fácil identificar as funções, responsabilidades e direitos de cada um, porém, quando se fala de motivação, um colaborador desempenhar sempre a mesma função, muitas vezes sem nenhuma ambição, pode não ser nada bom, nem para o próprio profissional, nem para a empresa. 

Pode-se fazer uma comparação entre um animal, um cachorro, por exemplo, e um profissional que recebe motivação de forma inadequada. 

O dono do animal decidiu que o mesmo não pode frequentar um determinado espaço do pátio da casa, porém, este animal insiste em ir até o local. Sempre que seu dono percebe isso, fala aos berros e pede que saia de lá, o auxiliando quando necessário. Depois de certo tempo, com certeza, o cachorro não irá mais ao local, mesmo que o próprio dono peça. Ele não foi ensinado para isso, e, além disso, sempre que ia até o local recebia uma motivação para não fazê-lo. 

A mesma coisa acontece com os colaboradores em uma organização. Um profissional que é contratado para um determinado cargo na empresa, que desempenha bem suas funções, mas que, além disso, consegue visualizar melhorias e mudanças em outras áreas, precisa ser ouvido, suas ideias precisam ser avaliadas. Se o gestor ou o líder de setor simplesmente ignorar, e ainda por cima lembrar que tal profissional não está ali para isso, mas sim para somente fazer um determinado tipo de trabalho, está perdendo a chance de descobrir um novo talento. 
Isso se chama motivação inversa. 

Um líder correto, precisa ter a percepção de visualizar quando um de seus liderados apresenta características de pró-atividade, e tirar o melhor de cada um. Limitar as pessoas a atividades repetitivas, com certeza não é a melhor maneira de comandar. Mesmo empresas pequenas, deveriam dar um pouco mais de atenção a isso, afinal, não se tem dúvidas que nenhuma empresa, mesmo que tenha nascido pequena, queira ser sempre pequena, e é somente aceitando ideias e sugestões das pessoas que estão ali no dia-a-dia que isso poderá acontecer. 

Todos os profissionais precisam estar motivados para dar o seu melhor no trabalho, porém, algumas pessoas não apresentam essa motivação ao natural, precisam ser motivadas “de fora”. Agora se nem mesmo as pessoas que já apresentam um nível de motivação natural, tiverem espaço para desenvolver isso, a consequência pode ser das piores. Quando o líder solicitar alguma atividade ao profissional, atividade essa que o colaborador já demonstrou interesse em desempenhar, mas que não foi motivado para isso, com certeza ele não fará, ou talvez até faça, mas não da melhor maneira, porque não foi motivado para isso. 

Enfim, profissional motivado é sempre bom. Sabe-se que motivar qualquer colaborador não é uma tarefa fácil, então, o mínimo que temos que fazer, é não contribuir para que um profissional motivado se desmotive, muito pelo contrário, temos que cada vez mais fazer ações para motivá-lo, e com isso colher os frutos logo ali na frente. 

TALENTOS GERAM TALENTOS. Os gestores precisam saber disso.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Principais mudanças de atitude do Gestor. Do início, ao crescimento inevitável.

Boa tarde!

Publico abaixo texto assinado por mim, tratando do assunto proposto no título do post.



Um dia o negócio começa, e um dia o negócio cresce. Ou não. Vai depender muito do seu gestor. É com a frase de Peter Druker: “Nenhuma empresa é melhor do que o seu administrador permite”, que inicio este texto. 

Que o Brasil está cheio de empreendedores, que todos os dias dão início a milhares de novas empresas, novos sonhos, não é nenhuma novidade. Agora empresas que de pequenas ou micro empresas acabam tendo sucesso, virando cases de sucesso, não são tantas não. 

Empresas que iniciam pequenas, com poucos colaboradores, normalmente começam seus trabalhos com um nível de organização muito baixo, onde é o próprio gestor / proprietário, que fica responsável por tudo, ou quase tudo. Decisões centralizadas. Este gestor, em sua grande maioria, era um profissional de alta técnica em uma determinada profissão, e que, por algum motivo ou até mesmo necessidade, decidi abrir seu próprio negócio. Pois bem, é aí que mora o perigo. 

É preciso se fazer uma breve comparação. Imagina-se uma empresa que começa suas atividades com altos investimentos, provenientes de investidores a fim de ver seus capitais aumentarem, esse tipo de novo negócio, tem uma característica totalmente diferente daquele que estamos tratando como assunto principal deste texto. Este tipo de organização, já começa totalmente departamentalizada, com cargos e funções bem definidas, onde cada profissional tem suas responsabilidades e direitos definidos previamente, e, na maioria dos casos, cada área conta com um especialista na função. Para o setor financeiro, um profissional de finanças, para o setor comercial, um profissional de vendas, por exemplo. 

Comparação feita volta-se ao assunto principal. 

Como já citada acima, a palavra CENTRALIZAÇÃO é de extrema relevância para o assunto desenvolvido. Após ela, várias outras também podem ser lembradas, tais como: desconfiança, insegurança, medo, falta de visão estratégica, entre outras. 
Um empresário que começou um negócio pequeno, sozinho, ou com poucos colaboradores, normalmente apresentará as características citadas, porém, se ele quiser crescer, e ver seu negócio prosperar e aumentar cada vez mais, terá de deixá-las de lado. 

Imagina-se um pequeno supermercado, com poucos funcionários, mas que começa a crescer, e crescer cada vez mais. Neste exemplo, o mercado é gerido pelo proprietário. O espaço físico não está ao seu lado, ou seja, não há como aumentar as dependências do mercado, e, além disso, não existe a possibilidade de mudança de endereço, porque ali, a carteira de clientes já é estável. O que deve fazer este empresário? Bom, vai depender de suas ambições, é claro. Tanto ele pode ficar ali, manter somente aquele negócio, não tendo como maximizar seus lucros, como poderá abrir sua primeira filial, para quem sabe, em curto prazo de tempo, abrir à segunda, e terceira, e assim por diante. Para que ele opte pela segunda opção, precisará, necessariamente, abrir mão das características que seguem uma pessoa centralizadora. 

O exemplo usado acima poderia ter tomado uma direção um pouco diferente, uma indústria, por exemplo, que ao contrário do mercado, tem espaço físico suficiente para seu crescimento, também se encaixa no contexto. Se o gestor desta indústria não conseguir visualizar o negócio como uma oportunidade, e à medida que o negócio comece a crescer, ir deixando de lado algumas convicções, quem sabe um negócio que poderia ter tudo para dar certo, acabe permanecendo anos na mesma situação, por falta de confiança do gestor nas pessoas que o cercam. 

Um empresário que vê seu negócio crescendo, e que consegue se adequar a tal crescimento, com certeza terá sucesso. 
Este empresário precisa confiar nos seus colaboradores, sempre cobrando resultados. Mas precisa haver essa confiança, precisa ter visão estratégica, pensar no longo prazo sempre, e não apenas no ano que virá, mas nos próximos cinco anos. Precisa pensar constantemente em treinamento para seus funcionários, afinal, se um dia vai querer deixar o cargo de gestor, presidente, diretor, alguém terá que substituí-lo, é inevitável. 

Não existe sequer uma grande organização, empresas multinacionais, por exemplo, que tenham um modelo de tomada de decisões centralizadora, NENHUMA, isso nem seria possível. A menos que a empresa esteja passando por uma crise interna, ou enfrentando uma crise econômica, mas, mesmo assim, somente as maiores decisões serão centralizadas. 

Começar pequeno e ter vida longa, crescendo e se tornando líder em seu mercado, é totalmente possível. Basta o gestor querer, e saber lidar com tal situação. 
É uma questão de convicções. 

O que eu sou, o que eu quero ser, e onde quero chegar. Sozinho não dá. Pelo menos no mundo organizacional.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

As organizações do futuro. Ou do presente?

Boa tarde!

Publico a seguir aqui no Blog, mais um texto assinado por mim, tratando de um assunto muito importante. Fiquem a vontade.


O ano é 2011. As manias, os costumes, os processos, a comunicação, as informações, o dia-a-dia, as técnicas, tudo hoje é diferente, é rápido, e só tende a mudar cada vez mais.

O momento é de transformação!

Fala-se de sustentabilidade, e sim, esse será o principal tema deste texto. Sustentabilidade. Mesmo que vista de uma maneira nem tão sustentável assim.

Uma coisa é certa. Hoje em dia não se mandam mais cartas, nem fax, mas sim emails, que muitas vezes nem mesmo são remetidos de um computador, e sim de um smartphone. A velocidade em que as informações estão correndo o mundo é algo que não se pode imaginar. A tecnologia está aí, cada vez mais veloz. E onde entra o fator “organização” nisso tudo?

O futuro é agora, pelo menos para os mais velhos. E como estão se comportando as empresas de sucesso neste presente/futuro, e o que elas projetam para longo prazo? A nossa vista, maravilha, sustentabilidade é a palavra chave, porém, por trás disso, existe muita, mas muita história pra contar, e muita cultura para ser mudada.

Antes de falar mais especificadamente da questão social, de como as organizações estão se comportando socialmente, é necessário destacar alguns outros aspectos importantes destas organizações do futuro:
Hoje em dia já não se dá mais tanto valor ao capital financeiro (parece brincadeira não é?), pelo contrário, está se levando muito em conta o capital intelectual dos profissionais e dos gestores.
As pessoas começam a ser tratadas de maneira diferente. Uma empresa “do futuro” já não tem mais funcionários, nem colaboradores, esta empresa hoje conta com clientes internos, isso mesmo. Sempre se falou que o cliente era o stakeholder mais importante para um negócio, hoje isso já é discutível, afinal, quem participa do processo de “criar” o produto recebido pelo cliente? Ou até mesmo, quem “faz” um determinado tipo de serviço para o cliente? É o colaborador. Se este profissional não estiver motivado, e com suas metas alinhadas as metas da empresa, poderá, facilmente, boicotar o processo.
Ainda analisando aspectos gerais, observa-se um momento onde o produto já não é mais o único objetivo. Produto sem serviço agregado é apenas mais um. Neste sentido, o rumo a ser tomado prevê uma alta avaliação dos currículos dos profissionais que estão no mercado. Na medida em que já não é mais o produto o único objeto/fim de uma organização, ou seja, se busca também uma parte intangível nisso tudo, as pessoas começam a aparecer como estratégia para o sucesso das organizações.
Somente para reforçar, algumas empresas de amplo sucesso no cenário mundial, e que a grosso modo, não oferecem produto nenhum, somente serviços. Empresas estas, as mais desejadas pelos melhores talentos para poder chamar de sua.
Google. Facebook. Yahoo. Apple. Microsoft. Todas empresas ligadas a tecnologia e a comunicação. É o futuro dando as caras, e quem não estiver disposto a acompanhá-lo, provavelmente ficará preso no presente.

E a sustentabilidade?
O aquecimento global está em foco. Documentários, congressos, debates e discussões sobre este assunto são comuns. Tendo isso em vista, e mesmo sabendo que o meio ambiente não responde as nossas mudanças de atitude do dia para a noite, às empresas encontraram aí, no aquecimento global, e nos demais cuidados com o meio ambiente, uma vantagem competitiva de mercado.
Mas essas empresas que hoje se dizem sustentáveis, realmente são? Não. Essa é a resposta.
O futuro chama para o lado social, o cuidado com o meio ambiente, e muitas empresas estão usando essa consciência global de que cuidar é preciso, como ferramenta de marketing de suas marcas.
Agora vejamos, uma empresa que anuncia em seus comerciais de TV que é sustentável, ela, teoricamente, não pode envolver nenhuma prática, fornecedor, parceiro, nada mesmo que contribua negativamente para o meio ambiente em seu processo. E isso realmente acontece? Não se pode generalizar. Mas na grande maioria não acontece.
Ser sustentável é uma questão social, que talvez somente o tempo e algumas regras complementares entre as empresas consigam mudar, talvez.
Se um profissional de uma empresa dita sustentável jogar suas bituca de cigarro, a embalagem do chocolate ou a lata de refrigerante na rua, sua empresa continua sendo sustentável? Acredito que não. Por isso considero uma questão social, tem que partir de cada um de nós, tem que fazer parte das palestras de cultura organizacional, tem que ser entendido o porque de tal mudança.

Sustentabilidade somente como marketing é o próprio lixo!

O futuro pede empresas sustentáveis. A tecnologia, as informações, as transformações, as criações, tudo isso nos remete pensar que estamos vivendo o futuro hoje.
Quanto à sustentabilidade, esperemos que o futuro chegue logo. Ser sustentável é ser consciente, e consciência ainda não é uma realidade. Será um dia?

Gerir Pessoas, simples? Não. Pergunte ao RH.

Bom dia!


Após leitura do artigo proposto pela Professora Cristiane Froehlich, na disciplina de Gestão de Pessoas na Universidade Feevale, gostaria de iniciar este post com a seguinte frase: 

Eu concordo inteiramente com a ideia central do artigo. No final do texto disponibilizo o link com artigo em questão.


Vamos por partes. Naturalmente, é necessário avaliar cada empresa, levando em consideração seu porte e situação no presente, porém, em qualquer dos casos acredito que exista a utilização equivocada para algumas atribuições competentes ao RH, como afirma o autor. 

Em uma pequena empresa, por exemplo, muitas vezes nem se tem um setor de RH definido, o que já é errado, porém, compreensível, dependendo da estrutura e ramo da empresa. Neste tipo de empresa, normalmente todas as decisões acabam ficando com o principal executivo, ou melhor, com o próprio empresário. Este empresário tem a “dura” tarefa de atrair, selecionar, integrar, desenvolver, avaliar, manter, promover e também demitir, o que dificilmente acaba bem. 
O que se percebe é que essas empresas que começam pequenas, onde o proprietário acumula quase todas as competências administrativas, acabam sofrendo muito com a questão da gestão de pessoas. Isso ocorre, porque em vários casos, este novo empresário não tem se quer características de um líder, mas, por outro lado, é altamente técnico no que diz respeito ao produto/serviço oferecido, só que isso não lhe dá a experiência e conhecimento necessários para lidar com as pessoas da maneira correta. 
É totalmente negativo para empresa, no caso das empresas pequenas, que um gestor não tenha as atribuições necessárias para gerir pessoas. A empresa poderá perder talentos, deixar de contratá-los, e, o que considero muito ruim tanto para a empresa como para o profissional, não saberá demitir seus colaboradores. Um profissional desligado de uma empresa sem um feedback adequado, ou até mesmo sem ter tido feedbacks anteriores a sua demissão, é um profissional que sai totalmente desmotivado, e que, provavelmente, cometerá os mesmos erros em suas próximas experiências, porque não foi lhe apontado o que precisaria melhorar e desenvolver de experiências. Isso que foi apontado apenas o item demissão, até aqui. 



Quanto às grandes empresas, o relacionamento com os colaboradores também pode ficar bastante prejudicado à medida que, como o autor comenta mais de uma vez, não haja uma estreita e adequada relação entre líderes de setor, gestores e profissionais de RH. 
Em empresas de grande porte, com um organograma bem definido, é comum, também como cita o autor, se ouvir a frase: - é só arrumar suas coisas e passar no RH. Errado. O líder imediato deve dar a notícia por inteiro para seu subordinado, é ele quem tem o contato diário com o mesmo, e como é muito comum, pode ter sido este próprio líder que solicitou o desligamento de tal colaborador. 
Deixando um pouco de lado a questão demissão, é possível citar outras tarefas presentes no artigo, que, quando passadas totalmente para o RH, sem haver uma interação entre líderes/gestores/RH podem acabar frustradas. Selecionar, ou avaliar, por exemplo. O RH até pode passar para o líder de setor técnicas e formas de como agir, mas quem deve de fato fazê-los, é o próprio líder imediato. No caso da seleção, quem sabe exatamente as tarefas que o novo colaborador terá de desempenhar é quem conhece o processo, quem está no dia-a-dia com o “chão de fábrica”. Uma dica: O RH poderá recrutar as pessoas e fazer uma pré-seleção, para depois, juntamente com o líder, e se necessário com o gestor, decidir quem será o escolhido. Quanto às avaliações, não é diferente, somente quem está lado a lado do profissional na hora de suas ações é o líder, é ele que deverá atribuir medidas não somente ao desempenho, mas também ao empenho do profissional. 

Enfim, em todas as empresas temos pessoas. 2, 3, 50, 500, 10.000, não importa a quantidade de pessoas, concordo em gênero, numero e grau quando o autor fala que são as pessoas que fazem a diferença, ele diz: “Gente é o ativo mais importante nas organizações: é o propulsor que as move e lhes dá vida.”. Fica fácil entender porque empresas que investem altos valores em treinamentos, relacionamento e em gestão de pessoas, estão se destacando no mercado. É a era da tecnologia, da informação, da comunicação rápida. Quem está por trás disso, criando ou assimilando tudo isso: As pessoas. Gerir as pessoas de maneira correta e responsável é essencial neste novo momento.


A seguir o link com o artigo como prometido.