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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ética no trabalho. Sem ela, impossível!

Boa tarde! 

Publico a seguir texto assinado por mim, que trata desta pequena palavra, mas que tanto representa em nossas vidas e em nossas carreiras: ética. 


Ética é o nome geralmente dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra "ética" diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano. 

Definido o que é ética, busca-se relacionar isso com o trabalho, com o dia-a-dia organizacional. Sem ética não se faz um profissional, isso fato. A partir do momento em que a relação de trabalho passa a ser totalmente capitalista, onde existe qualquer tipo de desconfiança quanto à ética de um profissional, ou a ética de uma empresa, pode estar abalada uma relação de trabalho que muitas vezes parecia favorável para todos os envolvidos. 

Alguns exemplos podem ser citados, tanto de profissionais que faltaram com ética como de profissionais que demonstraram ter essa característica muito forte em seu perfil. É ainda importante lembrar que a palavra ética, nas organizações, não aparece somente na relação B2B, ou mesmo B2C, mas também nas relações internas, entre colegas, entre líder e liderado, enfim. 

Um comprador de uma empresa, que aceita subornos e “presentes” para que mesmo que o preço de um determinado fornecedor não seja o mais em conta, continue fechando contratos com o mesmo, o que caracteriza? Um representante comercial, que carrega mais de uma empresa em seu portfólio, e favorece uma ou outra em troca de algum favor, o que caracteriza? Um líder de setor, que mesmo sabendo que um de seus liderados pode render mais em outra função, mas não o faz por alguma desavença, desentendimento passado, o que caracteriza? Um colega de escritório, que vê o profissional ao seu lado passando por alguma dificuldade, tem a solução, mas não a compartilha, o que caracteriza? Enfim, são só alguns exemplos onde a falta de ética prejudica o mais importante em qualquer organização: O SUCESSO DO TODO. 

Por outro lado, um almoxarife que detecta que recebeu um pedido errado, com mais produtos do que consta na nota fiscal, mas que rapidamente busca a solução para o problema, o que caracteriza? Um líder de setor, ou mesmo um gestor que aplica feedbacks constantes, a fim de maximizar o trabalho dos colaboradores, proporcionando um melhor bem estar para ambos, o que caracteriza? Um vendedor do varejo, que percebe ter recebido dinheiro a mais de seu cliente, mas que antes mesmo de deixá-lo ir embora já o comunica do acorrido, o que caracteriza? ÉTICA, essa é a palavra. 

Ter ética, ser ético, nada mais é do que ser correto. Uma característica com certeza super valorizada em um mercado onde temos representantes políticos corruptos e que não ajudam em nada com exemplos podres de como administrar seu próprio povo, é, sem dúvidas, SER CORRETO. 


Gente, quanto a promoção divulgada aqui no último post, é só curtir a página oficial do Blog no Facebook facebook.com/AdministracaoContemporanea e continuar ligado, em breve maiores informações.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Resiliência. Resili... o quê?

Boa tarde! 

Publico a seguir texto que desenvolve um pouco sobre este valioso assunto, que por muitas pessoas passa despercebido, ou até mesmo causa indiferença. 


Afinal, o que é resiliência? 
Até mesmo no meio acadêmico algumas pessoas não sabem definir ao certo esta palavra tão importante para a administração. Resiliência é uma competência que todos os líderes deveriam ter, se não como uma competência nata, mas adquirida. Mas essa característica não se limita somente a líderes e gestores, e também não é matéria para duas, três horas de treinamento, muito mais tempo precisa ser dedicado para se adquirir resiliência. Atualmente, qualquer colaborador em uma organização passa por situações onde é muito exigido, onde tem que trabalhar sob pressão, e é aí que aparecem as maiores dificuldades na gestão de pessoas nas empresas: a falta de resiliência dentro de uma equipe de trabalho. 

A resiliência, sob um olhar mais formal, nada mais é do que a capacidade que o indivíduo tem em lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico, sem se estressar, como é comum ouvirmos no dia-a-dia. 

Sabe-se que devido à concorrência que a cada dia aumenta, seja qual for o ramo de mercado, devido à enorme concorrência de profissionais qualificados disponíveis, muitas vezes os ânimos esquentam e fica difícil de manter algumas rotinas dentro das organizações. Resiliência, agora totalmente voltado ao meio empresarial, se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade, quando essa pessoa consegue assimilar o que de fato ocorreu, e aí sim, seguir em frente. 

Rapidamente, exemplificam-se situações distintas, da base para o topo e do topo para a base. 
Da base para o topo: o colaborador frente a uma situação adversa, a uma situação onde está sendo pressionado, precisa levantar a cabeça e encarar aquilo como um desafio, uma oportunidade de crescimento dentro da empresa. Se sair-se bem, sai fortalecido. 
Do topo para a base: o líder ou gestor que se vê em uma situação problemática, precisa agir com muita calma e levar uma palavra sempre a sua frente, razão. Líderes e gestores são as pessoas que tomam decisões nas empresas, e essas decisões precisam ser pensadas para que possam ser acertadas. Quando for uma decisão que se refira a outra pessoa, a algum colaborador, por exemplo, deve-se agir com o maior cuidado possível, porque esse colaborador pode não ter essa rica competência, interpretar mal a situação, e sair desmotivado. 

Ser resiliente não é fácil, mas é necessário. Situações adversas vão acontecer em todas as organizações e todos os dias, cabe a nós, pessoas inseridas nessas realidades, agir da maneira mais correta e sensata na busca pela excelência profissional.


Abaixo compartilho com vocês um vídeo onde a consultora de empresas Cristiane Barreto contribui bastante para o texto lido acima.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que relacionar dos protestos na USP com administração. Na minha opinião?

Boa tarde! 



Já tem alguns dias que penso em escrever um texto sobre o que vinha acontecendo na USP, mas, até por medo de não ser bem interpretado, ainda não tinha tomado coragem. Agora sim, aproveitando para relacionar com o tema principal do Blog, divulgo texto meu que expressa um pouquinho da minha opinião sobre o que aconteceu, e o que isso pode ter a ver com administração. 


Muito se falou durante todos esses dias sobre os protestos que ocorreram na USP em São Paulo. Diversas opiniões, muitas muito bem embasadas, outras nem tanto. Pessoas públicas, outras não. O que se sabe é que foram muitas pessoas a favor e uma outra enormidade contra. 
Enfim, seguirá aqui um pouco da minha opinião e também uma breve relação do que aconteceu (de novo, na minha opinião) com administração. 

Em um primeiro momento, o que a imprensa noticiou é que os protestos aconteceram em função de três estudantes terem sido presos por estarem fumando maconha dentro do campus. Por vários dias a imprensa martelou nesta mesma tecla, e acredito que foi isso que noticiaram até o fim. Bom, sobre maconha não entrarei em méritos neste texto, o que se sabe é que este assunto já é motivo de diversos debates e até mesmo se fala em liberação do uso da maconha. Ponto. 

O que a imprensa não deixou claro, é que este foi apenas o estopim que os estudantes precisavam para protestar contra a presença da Polícia Militar no campus. O que os estudantes queriam não era que os policiais deixassem a universidade, mas sim passassem a agir de maneira diferente, mais correta. Após a morte de um estudante dentro do campus em maio deste ano (o que não comentarei por não ter maiores informações sobre o ocorrido), o atual reitor teria pedido o aumento do efetivo de policiais militares e ainda contratado segurança terceirizada. O atual reitor, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada. Ou seja, se o próprio reitor age de tal maneira, porque os policiais e seguranças terceirizados iriam agir de outra, E ESSE É O PRINCIPAL MOTIVO DOS PROTESTOS, justamente não poder protestar, não poder discutir, não poder confrontar nenhum tipo de decisão do reitor. 

Entendido que apesar de os estudantes terem “estourado” em função da prisão dos três colegas que foram pegos fumando maconha, mas que na verdade o principal motivo dos protestos é a maneira como a PM vem agindo, instruída pelo próprio reitor, impedindo os estudantes de qualquer tipo de protesto contra a atual reitoria e impedindo com isso também que haja o debate, para qualquer que seja o assunto, vamos a relação disso tudo com a administração. 

Rápida relação, mas de grande importância no dia-a-dia das empresas. Conflitos, essa é a palavra. Muitos gestores, gerentes e até líderes parecem querer evitar os conflitos dentro das organizações, mas talvez esse não seja o caminho. SE NÃO HOUVER DEBATE, CONFLITOS E DISCUSSÃO, NÃO HAVERÁ TRANSFORMAÇÃO, E MUITO MENOS EVOLUÇÃO! Sim, isso vale para as empresa também. É possível usar como exemplo os coachings, profissão tão valorizada e bem vista atualmente, que são profissionais que atuam encorajando e/ou motivando os seus comandados, procurando transmitir-lhes capacidades ou técnicas que melhorem as suas competências profissionais ou pessoais, visando a satisfação de objetivos definidos por ambos. Ou seja, se uma profissão tão falada atualmente trabalha justamente para desenvolver a capacidade do próximo e aumentar suas competências, com certeza haverá debate, haverá conflitos, e é a partir destes conflitos que novas ideias surgem, novos caminhos. Frente a problemas habituais que acontecem nas empresas, nada melhor do que varias ideias e opiniões para se ter certeza que está se tomando a decisão correta. 

Conclusão: Se em uma universidade não houver espaço para opiniões distintas, conflitos de ideias e diferentes posições sobre quaisquer que sejam os assuntos, como cobrar dos futuros profissionais que ali estão estudando, que façam isso nas empresas onde atuarão depois de formados? Impossível. O que me chateia são as opiniões infundadas e preconceituosas sobre estes tipos acontecimentos, mas são tantas que passaria mais de um dia aqui escrevendo sobre.


Aproveito para compartilhar com vocês três links de textos sobre os acontecimentos na USP. Quem quiser saber um pouco mais do que não foi noticiado pela imprensa, fique a vontade.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Se Comunicação é essencial para o negócio? Claro. Mas como se comunicar corretamente?

Boa tarde!

Publico a seguir texto assinado por mim, que trata do assunto Comunicação, palavrinha mágica em todos os aspectos de nossas vidas, e, como não poderia deixar de ser, no dia-a-dia de todas empresas.


Comunicação Assertiva. Esse é o tipo de comunicação mais comentado por líderes, palestrantes e professores no âmbito da administração. Mas trazem-se os fatos: 

Comunicação é a ação, efeito ou meio de comunicar; aviso, informação; participação; transmissão de uma ordem ou reclamação; relação, correspondência fácil; processo pelo qual idéias e sentimentos se transmitem de indivíduo para indivíduo, tornando possível a interação social. Simples definir essa palavra, sem maiores dificuldades de entendimento. 

Mas e quando essas ações não são bem entendidas? Ou quando um líder, um gestor, um professor, precisa, além da habilidade de se comunicar, ter a habilidade de diagnosticar em que tipo de comunicação cada uma das pessoas a sua volta se enquadra, para então definir como agir. Afinal, nenhuma pessoa é igual à outra, não é? 

Na verdade, comunicação é muito mais do que uma pessoa falar para a outra, é mais do que um comercial de TV, por exemplo, que está passando ali, em seus 30 segundos de vídeo. Comunicação é também o que a outra parte entende, o que o receptor assimila do que lhe foi apresentado. 
No meio da administração, que é o que aqui realmente é importante, isso é essencial, e muito. Como um líder vai tirar o máximo de seus liderados, e assim deve o fazer, se não sabe como se comunicar com cada uma das pessoas? Impossível. 

Existem, além do tipo de comunicação já citada no início deste texto, mais dois tipos de comunicação que merecem atenção quando o assunto é gestão empresarial: Comunicação passiva e Comunicação agressiva. 
Uma pessoa com características de comunicação passiva, logo, não poderá ser um bom líder, pois este tipo de profissional está acostumado a ouvir e fazer tudo que o mandam, sem reclamar ou fazer questionamentos, pelo menos na frente e para a pessoa que passou as ordens ou tarefas. Por outro lado, uma pessoa que apresenta características de comunicação agressiva, acaba muitas vezes magoando outras pessoas e as afastando do seu meio. Por isso não conseguirá extrair tudo que um liderado pode oferecer, simplesmente por ter pecado na hora de se comunicar e passar as tarefas ou instruções de um determinado trabalho. 

Enfim, é com uma comunicação assertiva, e agindo de maneira correta ao se comunicar com seus liderados, ou mesmo colegas de trabalho, a fim de manter sempre as melhores relações possíveis entre todas as pessoas que estão ali em busca dos mesmos objetivos, que se destacam as melhores características de comunicação organizacional. 

Assertividade é a capacidade de se expressar franca e sinceramente, sem negar os direitos dos outros. O emissor, precisa saber exatamente o que quer, precisa falar por si próprio. É importante usar frases que comecem com “Eu”, e que contenham verbos como “sinto” e “vejo”, por exemplo. Quando um profissional com características assertivas esta recebendo uma informação, precisa fazer questionamentos como “então é isso que você quer?”, e se necessário repetir o que entendeu. Todos têm o direito de dizer “Não”. Faça isso com calma e firmeza, e se possível explique breve e sinceramente o motivo do não. 
Pessoas com características de comunicação assertiva estão sempre em busca da melhor solução para os problemas cotidianos. Isso só facilitará quando necessário lidar com conflitos, quando da necessidade de dizer não, dar e receber feedback, e definir limites entre relações de trabalho. 

Tarefa nada fácil, porém, quando existe pelo menos uma pessoa em uma equipe de trabalho com tais características, e esse profissional consegue instigar isso em seus colegas, já é um bom começo. Sempre trabalhando pelos 100 para se chegar aos 80. Todos profissionais de uma organização com características assertivas, também não dá para imaginar.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Trabalho em Equipe. Nem tente sozinho!


Boa tarde!

Publico abaixo texto assinado por mim, que aborda o trabalho em equipe, valioso e indispensável trabalho em equipe.


Pois bem, vamos trabalhar em equipe? Ou então: Você gosta/tem habilidade de trabalhar em equipe? 

Sábias perguntas, que na maioria das vezes é respondida de forma positiva, porém, nem sempre comprovadas na prática. 

Faz-se a velha comparação, inevitável comparação, entre grupo e equipe. Segundo o dicionário da língua portuguesa, equipe é um grupo de pessoas que se une em busca de um mesmo objetivo, que demanda esforços para atingir as mesmas metas, mesmos ideais. Grupo é apenas um aglomerado de pessoas que forma um todo. Fácil, não? De entender sim, mas e de agir no dia-a-dia no ambiente de trabalho? Bom, daí é um pouquinho mais complicado, com certeza. 

Objetivos pessoais são os maiores dificultadores no processo do trabalho em equipe. Características pessoais também podem atrapalhar bastante, falta de confiança no colega, clima organizacional, entre outros tantos aspectos, podem ser barreiras para que o trabalho em equipe aconteça de forma eficiente, e proporcione um resultado eficaz. 

Salvo pouquíssimas exceções, trabalhar sozinho é impossível. Trabalhar em grupo é possível, mas não aconselhável, e trabalhar em equipe é o ideal. Equipe remete a comprometimento, onde um profissional precisa estar constantemente preocupado e interessado no seu colega, desde o mais próximo, até aquele que só é visto uma vez por dia, ou por semana. Se faz parte da equipe, faz parte do projeto, do objetivo, faz parte da ação. Todas as tarefas e metas da empresa, onde pode haver uma ou mais equipes, vai depender da estrutura organizacional, devem estar alinhadas. Objetivos pessoais devem ser deixados de lado, impessoalidade tem que ser cultura empresarial, feedback entre os colegas então, deve estar tatuado nas cabeças de cada um, e umas das questões mais importantes deve ser tratada com muita, mas muita atenção: O pedido de ajuda. 

Em uma equipe de trabalho não pode, por nenhum motivo, haver o medo, a vaidade, a vergonha de pedir ajuda. A equipe anda junta, se uma das engrenagens trancar, para tudo, o objetivo não será alcançado, e isso não pode acontecer porque um dos profissionais se viu em meio a um problema, e não teve a humildade de pedir ajuda. O pedido de ajuda é totalmente positivo, todos ganham. O profissional ajudado, que agregará a sua experiência mais uma habilidade ou competência que ainda não tinha, e o profissional que ajudou, que aumentará ainda mais sua possível característica de liderança. Mas o mais importante, é que quem ganha no final é a equipe, e não uma pessoa em especial. 

Um exemplo fácil de trabalho em equipe, apesar de um tanto descontextualizado, é uma esteira em uma empresa de calçados. Todos os profissionais que trabalham na esteira têm o mesmo objetivo, manufaturar um determinado modelo de calçado, no momento em que uma das pessoas se faz ausente, o próximo processo após o seu também estará ameaçado, ou seja, todos são importantes, e se um profissional não estiver dando conta do recado, precisará pedir ajuda, para que o lote seja entregue corretamente no final. Agora imagine um grupo de pessoas em uma empresa de calçados, onde cada uma faz o processo do início ao fim sozinha, e de vários tipos de calçados, o que aconteceria? Sim, os calçados até ficariam prontos, mas em muito mais tempo, e com certeza não com a mesma qualidade do primeiro cenário. Em resumo, a primeira situação representa uma equipe, a segunda um grupo. 

Equipes são pró-ativas na percepção do problema, mesmo que não seja seu, existe a cumplicidade, a mão é estendida. Todos em busca do mesmo objetivo. Equipes vencem. Grupos tentam, mas quase sempre tentam cada um uma coisa, sem sucesso.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Liderança ou Terrorismo?

Boa tarde!

Publico a seguir texto assinado por mim, que trata do assunto lembrado no título do post. A importância do líder.



Em tempos de terrorismo, faça-se as devidas comparações com o ambiente organizacional. 

É assim que se inicia esse texto onde na verdade, a comparação acima não cabe, sendo que ataques terroristas de grupos extremistas são uma realidade, enquanto o terrorismo nas empresas não. Ou pelo menos não deveria ser. O que interessa é: O que a introdução deste texto tem a ver com liderança? A liderança, tão falada liderança, presente na maioria dos currículos que por aí circulam, mas não tão presentes assim no dia-a-dia das organizações. 

Pode até parecer um assunto recente, mas não é. Quando se começa a levar a “questão” ser humano mais a sério nas organizações, ou seja, quando se passa a observar as organizações não só pelas teorias estruturalista (de Etzioni e Thompson) e da burocracia (de Weber e Merton), mas também pela teoria das relações humanas (de Lewin e Follett), se começa a perceber a importância das pessoas para que o processo aconteça da maneira esperada. 

Se o processo depende de pessoas, essas pessoas precisam receber o tratamento que merecem. Alguém precisa comandar, e aí de fato aparece a figura do LÍDER. 

Liderança, ou liderar, nada mais é do que a habilidade de levar pessoas a alcançar resultados acima do que elas conseguiriam sozinhas, é saber lidar com as diferenças individuais, é saber praticar a “arte do possível”, é saber ouvir querendo compreender. 
Um bom líder precisa, necessariamente, apresentar algumas características básicas, como: ética, gostar de trabalhar em equipe, equilíbrio emocional, senso de justiça, resiliência, boa comunicação, atitude positiva, entre outras tantas. 
Em resumo, o que todas as características citadas levam a crer, é que este líder, o ideal, conseguirá extrair de seus liderados o que de melhor eles podem oferecer, porém, nem sempre são essas características que são observadas nas pessoas que deveriam assumir o papel de líder nas empresas. O termo terrorismo, usado até aqui no texto, vem de fazer terror, pressionar, ameaçar, exigir além do possível. Sim, em 2011 ainda se tem casos de “líderes” que tentam usar deste tipo de métodos para alcançar seus objetivos nas empresas, objetivos esses, muitas vezes pessoais. 

Um gerente de vendas, por exemplo, que exigi cumprimento de metas de seus vendedores (liderados), errado? Não. Exigir o cumprimento de metas não é errado, o que pode ser errado é a maneira como isso é feito. Um líder, muitas vezes, consegue atingir seus objetivos através das pessoas, pelo seu próprio carisma, por suas atitudes. Por exemplo, esse gerente de vendas pode dizer: - Precisamos atingir as metas do mês porque vai fazer a diferença para minha trajetória na empresa. Pode ser atendido, perfeitamente. Assim como pode dizer: - Precisamos atingir as metas do mês por que a empresa necessita disso, o mês passado foi de vendas baixas, por isso o faça neste mês. Com esta segunda abordagem, o líder pode não ser atendido, explico, este liderado absorveu o que o líder queria pelo reconhecimento que tem por ele, e não pela organização como um todo. No final das contas, as metas foram atingidas, o que era o importante. 

É preciso lembrar que a algum tempo atrás, quando o numero de profissionais disponíveis no mercado era maior, os casos te terrorismo nas empresas eram mais constantes, porém, com a exigência de profissionais qualificados, as empresas começaram a agir de maneira diferente. Se os colaboradores atuais são os ideais, e o mercado não oferece essa força de trabalho qualificada, passou-se a valorizar melhor o que se tem em casa. 

Líderes normalmente são talentos, talentos geram talentos. Esse é o modelo ideal. Terrorismo? Nas organizações não cola mais. Infelizmente pelo mundo a fora ainda sim.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A base do negócio. Comercial, Financeiro e Produção. Cada um na sua!

Boa noite!

Publico a seguir texto assinado por mim, que retrata um pouco a importância de se olhar com atenção para os três setores de maior impacto dentro de qualquer organização. Espero que gostem.



Ser especialista no que se faz. 

Quem sabe esta seja uma das frases mais ouvidas daqui para frente. Em um momento onde se fala tanto em serviço, e mais do que isso, serviço de qualidade, é na figura dos especialistas que as empresas poderão encontrar saídas para dificuldades que possam vivenciar. 

Um gestor, principalmente que tenha características empreendedoras, nem sempre será especialista nas três variáveis mais importantes para um negócio: comercial, financeiro e produção. Pelo contrário, é bem provável que ele seja especialista no setor produtivo do seu negócio, ou do seu futuro negócio. Mas e o comercial? E o financeiro? Como dar continuidade ao sonho do negócio próprio, se você não tem todos os conhecimentos necessários para tanto? Fala-se de produção por ser o exemplo mais comum, porém, pode-se citar um expert em finanças, que deseja iniciar um investimento de qualquer ordem. Como ele irá produzir um determinado produto, por exemplo, se entende mesmo é da parte financeira? 


Uma empresa só será rentável se conseguir unir as três bases mais importantes para o negócio de forma adequada e sempre com o mesmo objetivo, o retorno esperado. Uma empresa, tanto para uma indústria como para o setor de serviços, para conseguir atingir seus objetivos, precisa ter um setor comercial que prospecte e conquiste clientes, e mais do que isso, os torne fiéis a empresa. Precisa ter um setor financeiro que busque sempre os melhores investimentos no momento da fartura, e que consiga trabalhar com a resiliência necessária na hora do aperto. Quanto à produção, no caso do produto, quem realmente participa da manufatura é o setor da produção. No caso do serviço, ou do produto com serviço, quem está frente a frente com o cliente é o setor de produção. 

O que se percebe ao falar destes três importantes setores, ou departamentos de uma organização, é que são competências muito distintas. Como já lembrado, dificilmente um gestor que trabalhou anos como funcionário e decidiu abrir seu próprio negócio, irá ter os conhecimentos necessários sobre finanças e sobre vendas, para sozinho, fazer com que o negócio de fato aconteça. 
Se a empresa precisa vender, para ter demanda de produção, e a partir disso gerar contas a pagar e receber, porque não buscar especialistas para cada um dos setores? 
Entram aí, na falta de profissionais qualificados, a figura dos consultores, e até mesmo entidades como o Sebrae, Senai, Senac, por exemplo, ou ainda projetos ligados a universidades, que podem qualificar colaboradores da própria empresa, e aí sim, torná-los especialistas, cada um na sua. 

Uma empresa quando de pequeno porte, até consegue suportar os três setores todos reunidos na figura do gestor, porém, na medida em que essa empresa começa a tomar proporções maiores, ou melhor, na medida em que esse gestor se dá conta de que tem oportunidades (ambiente externo) e forças (ambiente interno) para seguir crescendo, sem dúvidas ele terá que, ou ir atrás de conhecimento específico em vendas, finanças e sobre o produto ou serviço oferecido, para si ou para os colaboradores que já o cercam, ou terá de contratar essa força de trabalho, se disponível no mercado, é claro. 
O comercial vende. O financeiro cuida do dinheiro. A produção produz, ou oferece um serviço. Simples. Cada um na sua.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

As organizações do futuro. Ou do presente?

Boa tarde!

Publico a seguir aqui no Blog, mais um texto assinado por mim, tratando de um assunto muito importante. Fiquem a vontade.


O ano é 2011. As manias, os costumes, os processos, a comunicação, as informações, o dia-a-dia, as técnicas, tudo hoje é diferente, é rápido, e só tende a mudar cada vez mais.

O momento é de transformação!

Fala-se de sustentabilidade, e sim, esse será o principal tema deste texto. Sustentabilidade. Mesmo que vista de uma maneira nem tão sustentável assim.

Uma coisa é certa. Hoje em dia não se mandam mais cartas, nem fax, mas sim emails, que muitas vezes nem mesmo são remetidos de um computador, e sim de um smartphone. A velocidade em que as informações estão correndo o mundo é algo que não se pode imaginar. A tecnologia está aí, cada vez mais veloz. E onde entra o fator “organização” nisso tudo?

O futuro é agora, pelo menos para os mais velhos. E como estão se comportando as empresas de sucesso neste presente/futuro, e o que elas projetam para longo prazo? A nossa vista, maravilha, sustentabilidade é a palavra chave, porém, por trás disso, existe muita, mas muita história pra contar, e muita cultura para ser mudada.

Antes de falar mais especificadamente da questão social, de como as organizações estão se comportando socialmente, é necessário destacar alguns outros aspectos importantes destas organizações do futuro:
Hoje em dia já não se dá mais tanto valor ao capital financeiro (parece brincadeira não é?), pelo contrário, está se levando muito em conta o capital intelectual dos profissionais e dos gestores.
As pessoas começam a ser tratadas de maneira diferente. Uma empresa “do futuro” já não tem mais funcionários, nem colaboradores, esta empresa hoje conta com clientes internos, isso mesmo. Sempre se falou que o cliente era o stakeholder mais importante para um negócio, hoje isso já é discutível, afinal, quem participa do processo de “criar” o produto recebido pelo cliente? Ou até mesmo, quem “faz” um determinado tipo de serviço para o cliente? É o colaborador. Se este profissional não estiver motivado, e com suas metas alinhadas as metas da empresa, poderá, facilmente, boicotar o processo.
Ainda analisando aspectos gerais, observa-se um momento onde o produto já não é mais o único objetivo. Produto sem serviço agregado é apenas mais um. Neste sentido, o rumo a ser tomado prevê uma alta avaliação dos currículos dos profissionais que estão no mercado. Na medida em que já não é mais o produto o único objeto/fim de uma organização, ou seja, se busca também uma parte intangível nisso tudo, as pessoas começam a aparecer como estratégia para o sucesso das organizações.
Somente para reforçar, algumas empresas de amplo sucesso no cenário mundial, e que a grosso modo, não oferecem produto nenhum, somente serviços. Empresas estas, as mais desejadas pelos melhores talentos para poder chamar de sua.
Google. Facebook. Yahoo. Apple. Microsoft. Todas empresas ligadas a tecnologia e a comunicação. É o futuro dando as caras, e quem não estiver disposto a acompanhá-lo, provavelmente ficará preso no presente.

E a sustentabilidade?
O aquecimento global está em foco. Documentários, congressos, debates e discussões sobre este assunto são comuns. Tendo isso em vista, e mesmo sabendo que o meio ambiente não responde as nossas mudanças de atitude do dia para a noite, às empresas encontraram aí, no aquecimento global, e nos demais cuidados com o meio ambiente, uma vantagem competitiva de mercado.
Mas essas empresas que hoje se dizem sustentáveis, realmente são? Não. Essa é a resposta.
O futuro chama para o lado social, o cuidado com o meio ambiente, e muitas empresas estão usando essa consciência global de que cuidar é preciso, como ferramenta de marketing de suas marcas.
Agora vejamos, uma empresa que anuncia em seus comerciais de TV que é sustentável, ela, teoricamente, não pode envolver nenhuma prática, fornecedor, parceiro, nada mesmo que contribua negativamente para o meio ambiente em seu processo. E isso realmente acontece? Não se pode generalizar. Mas na grande maioria não acontece.
Ser sustentável é uma questão social, que talvez somente o tempo e algumas regras complementares entre as empresas consigam mudar, talvez.
Se um profissional de uma empresa dita sustentável jogar suas bituca de cigarro, a embalagem do chocolate ou a lata de refrigerante na rua, sua empresa continua sendo sustentável? Acredito que não. Por isso considero uma questão social, tem que partir de cada um de nós, tem que fazer parte das palestras de cultura organizacional, tem que ser entendido o porque de tal mudança.

Sustentabilidade somente como marketing é o próprio lixo!

O futuro pede empresas sustentáveis. A tecnologia, as informações, as transformações, as criações, tudo isso nos remete pensar que estamos vivendo o futuro hoje.
Quanto à sustentabilidade, esperemos que o futuro chegue logo. Ser sustentável é ser consciente, e consciência ainda não é uma realidade. Será um dia?

Gerir Pessoas, simples? Não. Pergunte ao RH.

Bom dia!


Após leitura do artigo proposto pela Professora Cristiane Froehlich, na disciplina de Gestão de Pessoas na Universidade Feevale, gostaria de iniciar este post com a seguinte frase: 

Eu concordo inteiramente com a ideia central do artigo. No final do texto disponibilizo o link com artigo em questão.


Vamos por partes. Naturalmente, é necessário avaliar cada empresa, levando em consideração seu porte e situação no presente, porém, em qualquer dos casos acredito que exista a utilização equivocada para algumas atribuições competentes ao RH, como afirma o autor. 

Em uma pequena empresa, por exemplo, muitas vezes nem se tem um setor de RH definido, o que já é errado, porém, compreensível, dependendo da estrutura e ramo da empresa. Neste tipo de empresa, normalmente todas as decisões acabam ficando com o principal executivo, ou melhor, com o próprio empresário. Este empresário tem a “dura” tarefa de atrair, selecionar, integrar, desenvolver, avaliar, manter, promover e também demitir, o que dificilmente acaba bem. 
O que se percebe é que essas empresas que começam pequenas, onde o proprietário acumula quase todas as competências administrativas, acabam sofrendo muito com a questão da gestão de pessoas. Isso ocorre, porque em vários casos, este novo empresário não tem se quer características de um líder, mas, por outro lado, é altamente técnico no que diz respeito ao produto/serviço oferecido, só que isso não lhe dá a experiência e conhecimento necessários para lidar com as pessoas da maneira correta. 
É totalmente negativo para empresa, no caso das empresas pequenas, que um gestor não tenha as atribuições necessárias para gerir pessoas. A empresa poderá perder talentos, deixar de contratá-los, e, o que considero muito ruim tanto para a empresa como para o profissional, não saberá demitir seus colaboradores. Um profissional desligado de uma empresa sem um feedback adequado, ou até mesmo sem ter tido feedbacks anteriores a sua demissão, é um profissional que sai totalmente desmotivado, e que, provavelmente, cometerá os mesmos erros em suas próximas experiências, porque não foi lhe apontado o que precisaria melhorar e desenvolver de experiências. Isso que foi apontado apenas o item demissão, até aqui. 



Quanto às grandes empresas, o relacionamento com os colaboradores também pode ficar bastante prejudicado à medida que, como o autor comenta mais de uma vez, não haja uma estreita e adequada relação entre líderes de setor, gestores e profissionais de RH. 
Em empresas de grande porte, com um organograma bem definido, é comum, também como cita o autor, se ouvir a frase: - é só arrumar suas coisas e passar no RH. Errado. O líder imediato deve dar a notícia por inteiro para seu subordinado, é ele quem tem o contato diário com o mesmo, e como é muito comum, pode ter sido este próprio líder que solicitou o desligamento de tal colaborador. 
Deixando um pouco de lado a questão demissão, é possível citar outras tarefas presentes no artigo, que, quando passadas totalmente para o RH, sem haver uma interação entre líderes/gestores/RH podem acabar frustradas. Selecionar, ou avaliar, por exemplo. O RH até pode passar para o líder de setor técnicas e formas de como agir, mas quem deve de fato fazê-los, é o próprio líder imediato. No caso da seleção, quem sabe exatamente as tarefas que o novo colaborador terá de desempenhar é quem conhece o processo, quem está no dia-a-dia com o “chão de fábrica”. Uma dica: O RH poderá recrutar as pessoas e fazer uma pré-seleção, para depois, juntamente com o líder, e se necessário com o gestor, decidir quem será o escolhido. Quanto às avaliações, não é diferente, somente quem está lado a lado do profissional na hora de suas ações é o líder, é ele que deverá atribuir medidas não somente ao desempenho, mas também ao empenho do profissional. 

Enfim, em todas as empresas temos pessoas. 2, 3, 50, 500, 10.000, não importa a quantidade de pessoas, concordo em gênero, numero e grau quando o autor fala que são as pessoas que fazem a diferença, ele diz: “Gente é o ativo mais importante nas organizações: é o propulsor que as move e lhes dá vida.”. Fica fácil entender porque empresas que investem altos valores em treinamentos, relacionamento e em gestão de pessoas, estão se destacando no mercado. É a era da tecnologia, da informação, da comunicação rápida. Quem está por trás disso, criando ou assimilando tudo isso: As pessoas. Gerir as pessoas de maneira correta e responsável é essencial neste novo momento.


A seguir o link com o artigo como prometido.